sábado, fevereiro 18, 2006

Eu estou cansada, muito cansada (e sem paciência pra nada).

São 03:31 am... (ON)

O sono não vem, e o que eu ouço do quarto são apenas as músicas mais profundas para uma hora como esta. Faz dias que deito, choro, choro, choro e choro. Até conseguir dormir, gasto meio rolo de papel higiênico.
Será que eu tenho realmente que passar por tudo isso de novo? enfim, será que eu mereço? Ou seria correto perguntar se "eu quero passar por isso?".
De fato, o que me abate é o cansaço e a falta de forças de dentro da alma pra seguir a minha vida. Eu tô literalmente de saco cheio de fingir estar feliz, contente. Acho hipócrita, acho surrealista, vil e incoerente. Como ouvi hoje: Pode não ser a última vez, e "passaremos por este tipo de momento quantas vezes forem necessárias até encontrarmos nosso caminho", disse Amanda. Mas, eu queria só uma chance de voltar no tempo, pra quando eu tinha 14 anos e não deixar meu pai entregar os 21 anos de banco, a vida de luta e trabalho, aplicada em um único e distante sonho... E com a destruição eminente deste sonho nunca concretizado, muitos outros cairam por terra. Relembro agora dos meus sonhos, dos meus planos e projetos que estavam definidos... E eu com tão pouca idade, vi tudo desmoronar, e não consigo até hoje aceitar. Não aceito a perda, não aceito a infelicidade que tomou conta da minha casa, e muito menos a minha infelicidade...

Sério, eu gostaria de poder mudar toda a situação dos meus pais, toda esta merda que não passa. De ver o amor deles ir pro espaço, de ver minha mãe perder o pouco de sanidade que ela ainda possuia.
Se eu pudesse eu daria a minha vida em troca da felicidade e realização deles, e não sentiria remorso algum. JURO!!!!
Mas este não era o desfecho que estava escrito, e pelo visto nem poderia ser feito... Mas eu faria tudo que estivesse ao meu alcance pra vê-los felizes...
Sim, eu estaria feliz também, tenho certeza.

"Já que eu não posso mudar o que é passado, tenho que acertar o presente, e com isso, fazer a base para o futuro."

Palavras bonitas estas, cheias de esperança. Mas onde eu escondo a minha tristeza? Como faço pra olhar em frente e sorrir? Sabe aquele sorriso que vem de dentro, que é espontâneo e que não precisa de um motivo? Deste que eu falo agora!!!
Quero paz, quero força. E o que vejo nisso tudo que eu acabei de dizer?vejo inevitavelmente que eu preciso de ajuda, urgente. Não uma ajuda de um ombro amigo, de palavras de esperança. Estas eu sei de cor... Eu preciso de ajuda profissional, e é o que eu vou procurar.

Cansei de acreditar no amor, cansei de me envolver e ter que sufocar tudo o que eu sinto. Cansei de arriscar por algo que nunca me oferece retorno positivo. Apenas cansei.
Tenho muito a fazer, sobre muitas coisas, e sobre mim, primeiramente. Vou me curar, vou renascer, vou me reinventar. Chega de viver de juntar as cinzas, de colar os cacos... Não quero isso.
Estar apaixonado, dizem, é a melhor coisa do mundo. Mas, não amar ninguém além de si próprio é o mais coerente e menos passível de decepções. É o mais seguro, mas talvez não o que o ser humano realmente busque. Se eu continuar nesta linha, vou chegar a terrível conclusão que a felicidade e o amor são completamente utópicos. Não existem de verdade...

Ou como dizia Platão:
Amor verdadeiro (sentimento-espírito-pureza) só existe entre pessoas do mesmo sexo.
O que existe entre pessoas de sexo opostos (homem-mulher) seria apenas a paixão, ou a relação carnal, e esta é o famoso fogo de palha (dá e passa).

É, eu tô biruta. Já sei onde devo ir na segunda-feira.

Bem na real, eu precisava colocar meus pensamentos no blog. Irrefutavelmente este espaço é meu e escrevo o que me passa na cabeça, do modo que eu penso ser.

OFF.