quinta-feira, março 30, 2006

Memórias de uma gueixa...

Vou usar uma frase contida em um de meus testimonials no orkut (do antigo profile):

"Estou aqui, às 5:28 am, sóbria (que merda! hehehe)" para tentar fazer o impossível... Descrever o que estou pensando e sentindo sobre tudo o que tive oportunidade de vivenciar... (ou quase tudo).

Mesmo com todos os obstáculos (falo da legenda, em especial, já que ela não colaborou muito) não desisti de assistir este filme. Desde o momento em que saí a procura de um codec para poder fazer rodar no viplay até agora, aqui, escrevendo estas linhas, eu não poderia imaginar a puta lição que estava por vir. Tchê, nem com todos os engradados de ceva do mundo eu poderia saborear a sensação que sinto agora...

Estou embreagada com tanta sutileza e chocada (no bom sentido) com esta história... Filme? sim... Ficção? Talvez... para alguns.

Enquanto assistia esta maravilha lembrava de alguns momentos em que na minha infância, por vestir um quimono, pude interpretar o papel de uma gueixa (de fato foi a síntese de uma idéia muito simplificada). Parece brincadeira, mas quando criança, na escola de ballet que eu fazia, tive a oportunidade de representar no palco uma dança vestida à rigor. Na época ouvi dizer que estas moças, as gueixas, eram preparadas desde meninas para exemplificar o que nós mulheres deveríamos ser quando adultas - companheiras, escudeiras fiéis do seu grande amor, independente dos sacrifícios. Quando adolescente, dizíamos que gueixas eram aquelas que serviam seus maridos/companheiros de uma forma submissa. Para nossa sociedade seria algo como uma "Amélia"... éééé... "Aquela que era mulher de verdade", sabe?
Mas... (PQP)... Eu não fazia idéia de quão absurdo era o que eu pensava. Acredito que são poucos os que realmente sabem o que é ser uma Gueixa, como também, são poucos os que podem dizer que "faço idéia do que seja". Fascinante, é apelido. A verdade é que não posso resumir/traduzir em palavras... É algo muito além de qualidades, pois foge às regras da nossa civilização ocidental.
Não falo pela história romântica enfáticamente presente no roteiro, falo do real... De tudo o que certas tradições orientais preservam ainda hoje. Um mundo completamente alheio ao conhecimento público, algo enraizado na cultura de um povo... Absurdamente puro e bonito por ser o que é.

Resumidamente:

F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O!!!!!!!!!!!!!!!


Neste momento não sinto sono. Ainda estou perplexa com a beleza e a simplicidade presentes neste universo. Sei que como em qualquer situação existe a maldade exemplificada nas ações de algumas personagens, mas nem por isso deixo de olhar com ternura. Lados opostos, bem e mal, atuam de acordo com os interesses comuns e com as escolhas (provenientes do poder). E como era de se esperar, paga-se o mal com o bem.

Sinto-me anestesiada... Mas sem cansaço.

O dia amanhece. Raios de sol entram pela janela do meu quarto e então encerro o post e procuro o aconchego do meu edredon...
E mais um dia está nascendo e nele muitas expectativas...

See ya!


P.S = Sei que este post está confuso. Com certeza é reflexo do que eu sou e sempre fui.
Prolixa, seria a palavra mais exata. E como venho ouvindo há tanto tempo: - Quando vc vai se responsabilizar por isto?
Respondo: Desde já, e para sempre.