quinta-feira, maio 25, 2006

Two years ago...

Momento recordação no ar... Lembro-me que citei em um post sobre duas carteiras de cigarro...
Aqui estão elas:



Sobre este dia segue o post.


Porto Alegre, 25/04/2004... (por volta de 14h da tarde)



- E ai guria, tá viva? Tentei ligar antes, mas você não atendeu.
- Tô sim. Tava dormindo pra variar... tenho que aproveitar um pouco das minhas férias pra colocar o sono em dia. Deitei tarde pq meu micro não tah querendo colaborar e tal.
- Posso ajudar em alguma coisa?
- Bom, se tu quiseres formatar meu PC, ou me dar uma mão pra ajeitar o XP eu aceito (rsrsrs)
- Tranquilo então. Tô indo a POA mesmo. Passo ai, trazemos teu PC aqui em casa e dou um jeito sim.
Já aproveito e faço um rango esperto pra gente. Já almoçou?
- Não, não... ia ser uma boa. Mas eu tenho aula mais tarde. Bom, passo ai e vou pra Uni direto então.
- Blz. Em meia hora pinto ai. Abraço.
- Okz. Vou tomar um banho, colocar uma roupa e te aguardo. Até daqui a pouco então.
- Certo. Byebye...



1h depois...

Tudo estava no carro e rumávamos a BR 116. Destino: Rua 4, n° 108 - Vila Capri...

Chegamos, descarregamos o PC do carro. Lembro que vestia minha calça jeans, meu blusão rosa de gola e meu sobretudo preto.
Ele estava todo de preto, com suas botinas velhas de guerra e seu sobretudo Matrix.

Cumprimentei os donos da casa, e fui entrando no local mais interessante.
O quarto que tinha o mural dos meus sonhos (sim, eu sempre quis ter um igual, de cortiça, com muitas fotos). Uma única coisa apenas me incomodava: O zumbido do cooler... (era como se estivéssemos dentro de uma turbina de avião). Mas, seguindo o baile...

Sentei e fiquei bisbilhotando os programas do micro, olhando algumas fotos do mural... Curtindo o ambiente diferente aos olhos.
E o anfitrião estava no local em que adorava estar. Adivinha onde, não é mesmo? Na cozinha!

Um tempo depois ouço alguns berros:


- Thiene!! Venha aqui e veja como está o carreteiro!!! Thieneeeeee!!!

Eu não respondi na hora, mas quando cheguei ao recinto e parei em frente ao rapaz tb gritei:


- Hey, tu estás pensando que eu sou surda? Não precisa gritar, eu estava vindo. Calma!

Num piscar de olhos, estava sendo erguida pela gola do sobretudo, e fiquei a 5cm de seu rosto. E ele rapidamente respondeu:


- Olha o respeito na minha casa guria! E... PLOC. (sim, isso é um termo utilizado para o tradicional selinho).

Eu me mantive imóvel, olhando bem no fundo de seus olhos. Não estava entendendo absolutamente nada.
(depois de algum tempo ouvi comentários de que minha expressão naquele momento estava como a de um bicho indefeso sendo pego de surpresa pelo predador).

Enfim, fiquei sem jeito. Em silêncio por algum tempo, mas logo as cores voltaram a minha face e mantivemos o papo. (o cheiro já estava por toda a casa... a comida estava prestes a ser servida).
Hora do rango! Putz, tava bom pacas (eu lembro pq foi umas das primeiras vezes que usei azeite de oliva na comida. E isso virou um hábito no carreteiro, assim como "otras cositas" que aprendi a gostar). Fiquei morrendo de vergonha pq estava repetindo o prato, mas não tinha como resistir... Boa de garfo, sempre!

Pós-almoço (quase chá das 17h), fomos pro quarto ver o que podia ser feito no PC. Já tinha um monitor extra preparado pra ser ligado e utilizado (sim, até disso eu lembro). Sei que fui vendo o que eu precisava salvar e guardei em um local único. E enquanto eu estava entretida com as arrumações do sistema, conversávamos sobre o que seria feito. Ele pediu espaço pra ver suas coisas na net - pois eu estava na cadeira - e então eu sentei no então sofá-cama que existia. Em seguida ele perguntou:



- Quer sobremesa? Ganhei bombons de páscoa, mas eu não como muito chocolate.
- Bah, se não for incômodo eu quero (rsrsrs).
- Ok. Já volto.


E eu fiquei por alguns minutos observando os quadros da parede e novamente o mural. Em seguida ele retorna e pára dizendo:


- Quer bombom? Então tá. (Parado, ele fez um biquinho...)


Sem pensar, apenas no impulso, correspondi seu gesto e peguei o bombom de suas mãos... (outro PLOC)


Lembro que perto das 18h, no horário que precisava ir pra faculdade, começou uma chuva torrencial. Ou seja, acabei desistindo de ir pra Unsinos.
Recebi um convite para um pernoite, mas não podia ficar, porque tinha que dar assistência pras gurias que recém tinham saído das cirurgias.
Mas, quem conhece o rapaz, sabe que ele é um tanto persuasivo... Então nem preciso confirmar onde passei a noite.


Por estas e outras que seria impossível não ter dado-te uma chance. Embora naquele dia eu realmente não desejasse ficar contigo, tudo isto aconteceu. Não é fantasia, nem mesmo alucinação. São os fatos em sua mais perfeita ordem.

Linda história. Lindas lembranças. E parafraseando um dos personagens da história que acabei de contar:


- "Sabe... tenho sentido saudades de algo que acredito estar morto, perdido (duh! se nao fosse assim eu não sentiria saudades, né?)"



Esta foi a maneira que encontrei para comemorar o aniversário de 2 anos desta data que é muito importante pra mim.
Foi um momento único e que estará para sempre perpetuado em minha memória.
Lindo por ser puro e maravilhoso porque tive a oportunidade de ser protagonista tb.

Obrigada à VOCÊ.
Onde você estiver saiba que és importante e sempre será.
Estás do meu lado esquerdo do peito (dentro de um músculo involuntário - e ele pulsa... pulsa)

Estava na hora de deixar registrado no blog. ;)


E naquelas noites de inverno a trilha foi esta...




Just The Way You Are
(Diana Krall)


Don't go changing, to try and please me
You never let me down before
Don't imagine you're too familiar
And I don't see you anymore
I wouldn't leave you in times of trouble
We never could have come this far
I took the good times, I'll take the bad times
I'll take you just the way you are

Don't go trying some new fashion
Don't change the color of your hair
You always have my unspoken passion
Although I might not seem to care

I don't want clever conversation
I never want to work that hard
I just want someone that I can talk to
I want you just the way you are.

I need to know that you will always be
The same old someone that I knew
What will it take till you believe in me
The way that I believe in you.







End of Transmition...