sábado, março 03, 2007

Pirâmide de Maslow

Pois então!

O Carnaval passou e cá estou eu de volta! (Weeeeeeeeeeee!!!)

Como citei no post anterior sobre a idéia de comemorações carnavalescas, o povo aderiu, e rolou o "Carnarock do 103". Ceva, ceva e mais ceva (ops...), Cuba Libre e Whisky com redbull tb!!! :D
Descobri que não fico bêbada, não me sinto pesada e também me dá energia, ou melhor, "asas" (que barbaridade!)... hehehe.

Fizemos 2 edições do Carnaval do Rock (Sábado e Segunda) e me surpreendi bastante ao descobrir que tenho um supervisor (vulgo Pai) que toca viola e sabe tuuudo de Rock N' Roll. Ah, sem esquecer minha colega Lú Hellmann (vulga Helmann's) que tem uma voz show de bola!

Imaginem a cena: 15 cabeças numa sala 7X7, tocando e cantando "Amigo Punk", "Wild Horses", "Creep", "Wish you were here", "El Mariachi"... Sem falar que enquanto eu fazia a base (e catando as cifras na internet), o pessoal de fundo seguia milimétricamente a melodia como se fossemos um "Coral". Isto tudo, é claro, regado à bebidas e fainás (bolo de queijo Uruguaio). Raiamos o dia dando muita risada vendo a Era do Gelo 2 e fechamos com chave-de-ouro com o último show dos Beatles, em Londres. Preciso dizer mais alguma coisa??

Mudando de saco pra sacola...

Passei estas semanas matutando muitas idéias e tenho tanto pra escrever que nem sei bem por onde devo começar... (que profundo! Ui!).

No trabalho "está tudo indo muito bem, obrigada". Veja bem.. (melô do enrolador0... Não falei fácil, ok?
Tenho me esforçado pra bater minha nova meta de emails diários (28/dia, com duas filas - cliente e suporte@terra), sempre acompanhando o FCR (First Call Resolution que tem oscilado entre 80-90%)Uma coisa é certa: Podemos ir do riso às lágrimas de acordo com o que o cliente nos pergunta/solicita. A última que mereceu ir pro "Pérolas do DT" foi a de uma cliente que enviou mensagem dizendo "quero comprar toda linha capilar do site" - ela é Esteticista. Lá fui eu explicar que o Terra não se responsabiliza por ofertas de seus parceiros, blá, blá, blá.
Tenho aprendido muiiiito sobre tudo... Produtos, Serviços, Suporte em geral. Por incrível que pareça estou curtindo os momentos de solidão em frente ao PC, enquanto meu raciocínio está a mil por hora. Fazia tempo que não sentia atividade cerebral tão intensa, talvez desde os tempos em que estava na Caixa e Unisinos. E tô bem pra caralho!!!

Não sai neste mês pra balada e também não fez falta. O mais engraçado é que eu me dei conta que minha cabeça está em constante metamorfose. Explicando... Fora os assuntos de trabalho que ocupam 60% do meu dia, tenho notado o quanto me faz bem estar sozinha. Digo isso porque sempre necessitei de gente ao meu redor, 100% do tempo - Full time. Aquela necessidade filha da puta de "preciso falar, preciso agitar o esquema, preciso abraçar o mundo - protegendo tudo e todos" está sumindo, e em contraponto estou muito crítica com quase tudo, optando por minhas necessidades prioritárias e urgentes. Um exemplo real é o fato de não ter vindo muito nas gurias, optando por uma filosofia "totalmente sossegada" (sem incluir os por menores da história). Saio do trampo, pego o bus e vou direto pra casa. Tomo um bom banho e por mais que eu demore a pegar no sono, estou deixando um pouco a "vida da mafrugada". Tah, tah... Existem motivos maiores que simplesmente querer ficar quieta no meu canto (óbvio). Aproveitei meus últimos dias de férias porque sabia a nova rotina que estaria por se estabelecer. Acordar cedo, estudar e trabalhar à noite. Tardes não tão livres assim, já que tenho meus afazeres domésticos entre outros. Sobre o início das aulas, eu comento depois, em outro post (porque tem muita coisa interessante e mais urgente pra escrever).

Estes dias me peguei analisando os perfis de possíveis "affairs". Até os meus 22 anos, eu tinha um perfil que oscilava entre caras bonzinhos e que me idolatrassem. Queria viver apenas de amor e o resto que fosse pra aquele lugar, pois achava, sinceramente, que era o suficiente "pra viver minha vidinha pacata e feliz". Acabei caindo na real, e hoje, analiso sob um prisma oposto.
Um exemplo disso são as características que eu buscava para encontrar o "par ideal". Passei pela fase de paixonite por baixinhos (ex: Tom Cruise em "Cocktaill"), mas sempre desejei namorar um cara alto (1.80m), corpo atlético, olhos claros e cabelos castanhos/pretos (Clive Owen, Gael Gárcia). Consegui o protótipo perfeito de bom namorado e futuro esposo em um namoro que durou 4 anos.
O que eu aprendi com isso? Que DEFINITIVAMENTE... Beleza não põe mesa! Por mais apaixonada (cega de amor) que eu estivesse, era tudo falso. Um cenário perfeito quando imaginava meus futuros filhos com a "imagem e semelhança" do progenitor. Tsc, tsc, tsc... Coisa de guria, né?? Mas tive que experimentar pra ter certeza de que NÃO era aquilo que eu realmente buscava.




Nestas indas e vindas, o tempo passou e hoje estou prestes a completar 26 anos. Nos dias que lembrava de tudo que eu já fiz por amar com aquela inconseqüência de "adolescente frenética", eu dei muita risada... Sério, ri de chorar e doer o abdômen. Como fui burra, cega, surda... tah certo que ainda não "cheguei lá", enfim... Não exerci o mental a ponto de conseguir fazer com que as coisas dessem certo quando tive a oportunidade. Sofri e fiz sofrer por pura ingenuidade, achando que no final tudo dá certo. Contando com a máxima de que "Só o amor constrói", eu destrui minhan imagem perante ao que eu desejava e nem tinha consciência suficiente pra entender. Acho que tomei uma dose do "fumo aqui, tomo um chá"... hehehe...

Comparando com o que eu sei/tenho certeza agora ( que ainda não chega a ser a ponta do iceberg), eu posso me chamar de idiota. Mas será que vai resolver? Pergunta estúpida, que pressume "fuga" da realidade que sempre esteve debaixo do meu nariz. Entender o lógico, enxergar o óbvio... PENSA!!!! (é de chorar, eu sei). Péééé... resposta errada!

Pela primeira vez na vida não penso em casamento, família e filhos. Meus esforços, meus objetivos estão voltados a construção do meu "eu" e também da descoberta do "eu interior".
Pra quem acredita em Astrologia, quando eu li no WOW que nestes últimos 3 anos (2005-2006-2007) seria o momento de abrir os horizontes e formar conceitos definitivos, confesso que não tinha a mínima noção do que estaria por vir. Fiquei por muito tempo apreensiva, cultivando medo e insegurança, sem perceber que as mudanças estavam acontecendo numa velocidade impossível de acompanhar. Isso era o que eu pensava... é fato.
Depois que "tu toma uns trancos", literalmente, surge um instante em que tu cai na real. Não é dizer apenas "eu cai na real, entendi". É, ao invés de simplesmente falar, começar a fazer e aceitar tuas possibilidades e deveres. Aquele lance de tu estar sentada. olhando pro movimento e sentir o "PLIM". Não tenho certeza se o dito "plim" veio tarde demais, ou se a interpretação do meu mapa astral começou a fazer sentido. O que eu sei agora é que eu tenho que correr, e muito, atrás do que eu abandonei por ser a "Alice no País das Maravilhas". Começando do ponto em que eu sempre falhei que era o de "abandonar tudo e viver uma vida que não me pertencia", construindo a imagem "cor-de-rosa" que me mantinha à salvo de mim mesma. Deixo uma pergunta pro meu "outro eu" - "Why did you lie to me"??

Depois de revelar tudo o que tenho pensado nestas semanas, cheguei a conclusão que se for pra "ter alguém", beleza não será requisito. Muito menos se for o "mais queridinho". Meu protótipo ideal hoje não se resume a estética e nem ao "ah, mesmo que ele não queira sair comigo, está tudo bem porque posso manter minha individualidade". Traduzindo, o par ideal tem semelhanças com o "Don Juan de Marco", digo, o Johnny Deep (rs). Um ser de 1.80m, até 100 kg, cabelos castanhos/pretos... Homem com H maiúsculo para a mulher com M maiúsculo que eu sou. Sem essa de ser certinho e bonzinho. Se... SE for pra investir tem que ser inteligente, perspicaz, ruim, egoísta, e sempre deixar margem para a famosa pergunta: "Será que ele gosta de mim?"...




Como eu li no jornal há algumas semanas: O malandro que tem uma namorada, trai a dita cuja (a vulga "namorada perfeita"), ocasionando o fim desse relacionamento por não resistir a um rabo de saia. Meses depois ele encontra a "ex" e ambos têm a famosa recaída. Na noite seguinte, ele, tomado por um sentimento de culpa, procura o rabo de saia (atual namorada) com um buquê de flores, pedindo desculpas e dizendo "Eu te amo". Mas, afinal, como pode ter uma "recaída" e em seguida declarar amor pra outra? A moral da história é que se ele gostasse do rabo de saia, não teria a recaída. Logo, com qual das duas ele verdadeiramente quer estar/ficar? Eu tenho a resposta e cabe a cada leitor deste esquecido blog, encontrar a sua.

Concordo em gênero, número e grau com a crônica do Paulo Sant'Anna - Alma de Mulher, que diz que o bom de amar/gostar de alguém é manter o sentimento de dúvida, pois ela é o que alimenta a eternidade dos relacionamentos.
Acaba fazendo com que o casal continue mantendo a chama do amor acessa a cada vez que diz as 3 palavrinhas ("Eu te amo"), tornando os momentos ao lado de quem se ama/gosta únicos. Por fim, compreendemos que se deve regar o jardim dia-a-dia para, deixando de lado a velha máxima de "já ganhei a pinta, não preciso fazer mais nada".

Não invadir o espaço do outro é saber manter a integridade do teu espaço, com base na tua personalidade e nas tuas escolhas. É se propor construir constantemente o melhor pra ti, sendo fiel aos teus valores e sabendo ouvir, aceitar e aplicar as críticas (construtivas, ou não) que virão. Porque será que Deus te deu 2 ouvidos e 1 boca, huh?

Por hora é só.