Thiene Leão, boa noite em que posso ajudar?
Esta semana foi pra lá de agitada. Correria daqui e dali... mas, inicialmente quero falar que "Deus" ouviu minhas preces. Como disse meu colega Paulo Réus - "ele sempre ouve, calma".Se fosse realmente programado não teria dado tão certo!
Desde outubro/2005, quando entrei na Atento Brasil S.A existia a minha meta pessoal que era de ficar 1 ano e meio na célula de Suporte (hoje entitulada Suporte Fone, pós Unificação de Banda Larga-Discado e Speedy). Nestes mais de 14 meses passei por poucas e boas - avaliações ruins por não bater metas estipuladas, atestados e até mesmo faltas injustificadas por pura falta de saco. Passei por poucas e boas, bati boca, chorei, gritei aos quatro ventos tudo que ficava entalado na garganta e quase nada mudou. Vejam bem. quase...
Sou honesta em admitir que não houve um dia sequer em que eu tivesse algum desgosto por ver tantas coisas erradas. Sabe quando uma pessoa chega em uma empresa nova e nos 3 primeiros meses já sabe tudo de ruim? Pois é, fatos verídicos.
Desde que entrei na vida de "empregada assalariada" fui acostumada a ter liberdades. Carta branca, pró-atividade, liderança e controle de tudo, de uma certa forma. Assim foi no Universitário em Capão e também na Caixa Federal (nas agências em que permaneci mais tempo). A julgar por este histórico, na Atento não seria diferente. Será? Ai começa a história...
Empresas Multinacionais, principalmente na área de informática, nem sempre acertam o passo. Não estou querendo julgar (mas já julgando por um lado) a forma como são executadas as atividades em uma visão geral - administrativamente falando. Sei que neste tipo de segmento, áreas administivas, de recursos humanos e sindicatos dos trabalhadores não são perfeitos. A empresa paga pouco e nem sempre te valoriza da forma adequada. Na seleção para novos contratados e transferências de células sempre existem os "amigos", "amigos dos amigos" - todos os QI's possíveis (traduz-se QI's por "quem indica").
Sempre fui a empregada que vestia a camiseta totalmente, exceto quando eu realmente não julgava válido. Aqueles momentos que tu vê o fulaninho "subindo" porque tem padrinho e tu não... sabe??? Ou então quando numa noite entram 50 cabeças na tua célula e nem a metade tem qualidade suficiente e preparo pra estarem lá.
Posso falar de boca cheia que nunca fui puxa-saco de ninguém. Desde os funcionários da limpeza até mesmo o "grandão" são vistos e tratados de igual maneira por mim. Todos são seres humanos com qualidades e defeitos e nem sempre as oportunidades são iguais para todos.
Não penso que é certo ganhar nada na vida, em minha humilde opinião, sem esforço. Foi a partir do 5 mês nesta empresa que percebi que por mais tempo que levasse até que eu conseguir cumprir minha meta, ia dar certo. Querem saber porquê??? Certo, eu conto.
Nada/ninguém é insubstituível - e toda regra tem exceção. Sem citar as conhecidas "Leis de Murphy". Ou quem sabe a velha história de que um raio não cai 2X no mesmo lugar (mentira!!! cai sim!!! Porque comigo sempre acontece!!)
Existem os que passam a vida inteira remando/reclamando e nunca saem do lugar (e eu fazia parte deste barco enquanto estava na Caixa). Após sair do banco, com muitos empurrões e sermões de pessoas próximas, eu entendi que por mais que eu necessite de segurança e de renda fixa pra sobreviver é preciso ir adiante.
Sou honesta, guerreira, líder e tenho um caráter construído com muita base familiar (agradeço todos os dias por isso, diga-se de passagem) assim como tantos seres que eu conheço. Hoje, considero-me parte do grupo que trabalha pelo seu melhor, independente dos riscos que eu precise enfrentar pra chegar onde eu quero. Sei que estou no início de uma longa jornada, que NUNCA será fácil obter o que eu desejo em critérios de estabilidade e conforto. Talvez pros que leiam este post, minhas frases sejam repetições de muitas conversas e situações já vividas há tempos - mas pra mim é a ponta do iceberg.
Seria hipócrita se não assumisse que pensei em desistir de tudo. Traduzindo pela expressão idiomática... eu quis "chutar o balde". Não tenho paciência, muito menos "fineza" ao perceber injustiças. Não estou dizendo que não cometo erros (alguns graves), até porque se alguém conhecer a perfeição, POR OBSÉQUIO, me apresente! Estou dialogando extritamente sobre profissionalismo e coerência no campo profissional, ok?
Confesso que um dos meus maiores defeitos é ser ansiosa e "guria de apartamento". Às vezes falo cada merda que nem eu acredito que tudo aquilo saiu da minha boca, contudo me considero muito profissional. Agüento no osso certas falcatruas (engolindo sapos homéricos, diga-se de passagem), porque entendi que tudo é recompensado a seu tempo. Prova disso é que nesta semana fui indicada por um antigo supervisor de Suporte Fone para integrar a equipe da célula de Suporte Mail - que faz parte do setor de Backoffice.

Evolução em Contact Center
Continuo sendo contra "QI's" por apadrinhamento, pois no meu caso não estou em outro setor devido a este tipo de "seleção". Tive a oportunidade de conhecer e conviver com colegas e supervisores que merecem destaque pelas funções desempenhadas e com eles mudei um pouco meu jeito "8 ou 80". Nos primeiros meses, como já citei, minha visão estava focada unica e exclusivamente nos acontecimentos extra-célula, pois o ambiente de trabalho diurno foi capaz de provocar intensa ira. Quando tomei a decisão de fazer uma troca de horário não tinha a mínima noção, dados os fatos, de que era a escolha certa. Pus em risco todo um trabalho de acompanhamento de supervisão, onde começava a obter resultados, por pensar que trabalhar à noite facilitaria minha rotina. Não cheguei a cogitar que o perfil dos usuários noturnos era diferente, de que não conhecia um colega sequer pra dar uma força inicial - simplesmente cai de pára-quedas no caos. A tal unificação das células de suporte aconteceu e pra ser sincera eu cheguei a ficar em pânico por alguns dias. Estávamos todos no mesmo barco furado e com a canequinha na mão, tirando litros de água, pra lutar contra o naufrágio.
Hoje estou tranqüila, mas não parada. Depois de 5 supervisores, e múltiplos colegas de repartição nestes 8 meses noturnos, "larguei o fone" (classificados como soldados de infantaria ou vulgos "soldados à pé") onde estava completamente adaptada e desci 2 andares. Fiquei apreensiva e ao mesmo tempo feliz pela chance e confiança atribuídas a minha pessoa. O detalhe mais interessante é que estou começando praticamente do zero. As ferramentas de trabalho são outras, o clima do ambiente é outro. Resumindo: Andar novo, vida nova!
Posso dizer, sem sombra de dúvidas, que minha equipe será a futura elite do BO. O diferencial para a "descida", entretanto, foi a qualidade do meu trabalho. Não sentei em "colo" algum e nem mesmo o fato de eu ter perdido 14 Kg no último ano ajudaram. Não fiz dinâmicas em grupo e provas (atividades de seleção) que são requisitos neste caso e mesmo assim estou lá!
Continuo acreditando em potencial, merecimento e muito empenho pra chegar no produto desta equação que é o SUCESSO - com reconhecimento por serviços prestados e de pessoas e profissionais com os quais trabalhei e ainda trabalho.
Não poderia agradecer a uma única pessoa, mas sim à todos aqueles que desde os empurrões e sermões até mesmo feedbacks positivos e negativos me deram oportunidade de crescer e me fizeram entender que "boi lerdo bebe água suja".
Embora exista muita amizade em meu novo ambiente não sou cega à ponto de pensar que esta é base. Dou valor à tudo e todos que compôe meu universo profissional, mas os esteios que me proporcionaram a passagem e entrada neste novo caminho são maiores e mais fortes. Tenho certeza de que a partir de agora, mas que em qualquer outro momento da minha vida, é essencial cuidar do meu jardim.
É inevitável admitir: "Você sempre teve razão" (pausa... que m***, hein?).
Ser BO ou não ser BO... Eis a questão! (e a saga continua).
"C'EST LA VIE".