Resumão destas semanas...
Buenas, yo estoy... sólo estoy...Esta semana foi cheia de surpresas. Um ligeiro pulo em casa (pro social anual... hehehe), correria pro trabalho voluntário, papos e mais papos com Nathy e Amanda e trabalho reduzido em função do feriadão.
Consegui viajar pra Capão e ver meus pais (tava com saudades, por incrível que pareça). Depois de sair da Atento, peguei o ônibus de sexta, às 15h30min e me toquei pra praia. Tempo instável com chuva e sol no final do dia... Cheguei em casa parecendo uma doida com botas e calça comprida, já que quando saí pela manhã caía o mundo em POA. Tudo bem, faz parte pagar mico em função da meteorologia :P
Consegui descansar, bati papo com meu velho (que só dormiu uma noite em casa e acordou cedo pra trtampar em Tdaí ) e o Hugo me arrastou de casa pruma ceva no Raupp's (com diretio a meio-xis! Isso mesmo, MEIO xis (não tô agüentando comer muito). Meu estômago não tava muito bem, e ainda não está absorvendo muita coisa (bem na real). Fora isso, tudo tranqüilo em casa e tb não tive muito tempo pra me envolver nas discussões que mamãe adora iniciar... Minha política nestes momentos de visita é não alongar assuntos que não são produtivos. No fim, não consegui falar com a Josi (desencontros e tal), mas deixei o presente da Rafinha com a mãe...
A Jennifer está cada dia maior, uma mocinha. Olhando pra ela sinto-me ainda mais velha do que sou (que fase!!).
Não conseguicomer o feijão que minha mãe fez com tanto carinho pra mim; uma pena, mas não adiantava forçar (ainda me sentia enjoada). Acabei voltando no sábado às 19h30min (uma folguinha de 1 dia). Cheguei em POA por volta das 21h30min. No meio do caminho recebi um telefonema da Liz que me fez pensar um pouco mais em tudo que está acontecendo. Fiquei triste, aliviei a pressão e encarei a realidade. Bom saber que tem gente que se preocupa contigo sem necessitar receber nada em troca (saudades de vc mãezinha).
De sexta pra cá o trabalho diminuiu em função do feriadão de folia. Uma ociosidade do caramba. Tudo normalizou-se nesta quarta-feira, 01/03, e como sempre várias bombas estourando nos meus ouvidos.... happens. Loucura direto desde às 8h até às 13h.
Estava com uma reunião sobre o fórum programada pras 14h na PUC, e como o César estava de folga, me toquei direto da Atento pro prédio 40. Comi um calzone no MCT (barzinho bem bacana do Museu), e em seguida consegui localizar o Oliver. Quando entrei na sala e vi aquele agito todo, pensei: Puxa, como eu gosto disso! Adoro movimentação, correria, porque involuntariamente tu ocupa tua cabeça e pára de pensar em tudo aquilo que ainda te dói lá dentrro do peito.
Bem... Fomos recepcionados por Magali e Beatriz que está coordenando o evento nos deu o "Boas vindas" com uma mini-palestra sobre do que se trata a ação em que estão envolvidos. Será um fórum entitulado:
"Conferencia Internacional sobre Reforma Agraria y Desarrollo Rural (CIRADR)"
facilitado por el Comité Internacional de Planeación de ONG/OSC para la Soberanía Alimentaria (CIP). Básicamente teremos funções de voluntariado na recepção e integração dos delegados e campesinos vindos de vários continentes, em especial África, Ásia e América Latina (com alguns participantes da América do Norte e Europa). Espera-se aproximadamente 250 pessoas, entre delegados das nações, cidadãos ligados a movimentos internacionais pró-reforma agrária e desenvolvimento rural.A verdade é que não compartilho desta luta porque ainda penso ser burocrática demais. Muitas idéias e pouca efetividade e consciência de alguns envolvidos. É complicado, todavia, organizar povos de culturas tão diferentes a unirem-se por uma única causa sem encontrarmos conflitos na maturação das idéias e que também apostem fielmente nos valores de uma "manifestação" deste porte. Traduzindo em miúdos, seria como se houvessem muitas cabeças e muita falta de fidelidade à luta em si. Mas, independente disso acredito que a solidariedade entre os povos está acima das lutas, dos movimentos sociais. Penso que não basta apenas unir-se a qualquer projeto e sair gritando aos quatro ventos que vc participa de um movimento revolucionário visando a igualdade das classes. Creio, com todas as minhas forças, que o buraco é bem mais embaixo. Fácil é levantar uma bandeira, sair na rua e dizer-se solidário a causa. Mas, porque será que os movimentos sociais nos parecem, em sua maioria, desorganizados e sem razão de existência? Pois bem, a isso que eu me referia! nesta sociendade capitalista, onde poder e dinheiro são requisitos constantes para o "sucesso", sabemos que dentro destes movimentos os interesses entram em conflito. Por um lado temos o MST que sabemos não ser eficiente e dotado de moral (dadas as diversas notícias de corrupção, escândalos e posicionamentos radicalistas); do outro temos ações governamentais (com envolvimento direto de ministérios) que ora fazem o povo acreditar que com a reforma agrária tudo se resolve, ora se isentam de responsabilidade pela desigualdade do meio. Então o que me questiono desde 1995, quando fiz um trabalho no ensino fundamental (8ª série) sobre Reforma Agrária, é: Por onde e como, verdadeiramente, podemos começar a possibilitar uma ação eficaz e precisa que resolva de uma vez por todas esta agrura social? Quando, definitivamente, poderemos viver numa terra com leis igualitárias, sem atingir interesses privados, mas dando direito e condições de sobrevivência ao povo???
Não encontrei respostas ainda, então sigo em frente procurando-as...
Papo Deeper and Deeper
Em contraponto, analisando minhas verdades absolutas (????)e realidade, confesso que hj foi um dia duro. Complicado lidar com a mistura de sentimentos e manter o auto-controle (ver, e apenas ver, nada a mais). Ainda dói, mexe forte na mente e dentro do meu coração, mas não posso fugir. Enquanto retumba em meus ouvidos a frase que a Nathália citou em nosso papo "Fácil é falar tudo que se pensa; Difícil é pensar em tudo que se fala", coloco-me de corpo e alma dentro da minha vida. Estou no estágio inicial de um processo necessário e ao mesmo tempo cruel, pois não estou segura, não sinto meus pés no chão. Ora triste, ora engraçado... no geral aquele sentimento de vazio e saudade vem com a força de um tufão, arrastando tudo que vê pela frente. Tem dias em que me sinto anestesiada e forte o bastante pra enxergar tudo o que aconteceu. Em outros, sinto-me um bezerro desmamado, perdido, à procura de abrigo e afeto por parte dos que me rodeiam. Talvez procure apenas conforto e paz de espírito, ou também um pouco mais de ilusão pro meu mundinho... sei lá.
Porquê, embora saibamos que a esperança ainda resiste em nosso interior, precisamos aceitar o fim? Possivelmente ainda levarei mais do que este ano de 2006 para assimilar os fatos e de fato compreendê-los, para naturalmente superar expectativas que insistem a aflorar dentro de mim . A mente humana é enigmática e ao mesmo tempo tão complicada que às vezes paro pra analisar ações do passado e presente, juntando filosofias e idéias soltas, e teimo em manter-me na inércia... ou seria manter-me preguiçosa, querendo permanecer sem utilizar o que eu tenho de mais precioso que é o meu cérebro?
Cada vez eu vejo o quanto é paradoxo compreender o que se passa dentro desta "máquina divina". O mais desastroso no decorrer destes anos era compreender o quanto o controle dos sentimentos é necessário e em contra partida obter sucesso usando meu lado racional. Até o presente instante, confesso que não evolui neste aspecto e sei que tenho um longo chão pela frente. Não por ter pouca idade, mas porque embora tenha algumas experiências nunca as coloquei em prática. Tantos erros... e deles, não havia extraído a essência que poderia ter feito toda a diferença num passado não tão remoto. A sensação de ver tudo escorrer entre teus dedos e tu não fazeres nada, absolutamente nada pra reverter as dificuldades e disabores vividos. Penso na maioria do tempo em "porquê preciso ter que sentir dor, perder as coisas" pra poder ver realmente o que acontece. A necessidade da dor, do sofrimento sempre externalizado. Até bem pouco tempo eu não compreendia que tudo estava e está dentro de mim, não está em ninguém mais. Primeiro ter a capacidade de análise do meu interior, da minha mente e não deixar que os sentimentos comandem minhas ações. Aceitar que meus relacionamentos não vingam porque eu sou um tipo de pessoa que se torna dependente da outra. Considero a presença deste alguém como sendo vital pra que eu exista... de me sentir completa apenas se aquela pessoa está comigo...
Isso não é amar, pq eu não me amo. Chama-se doença, não amor... :/
Preciso de cura! Preciso libertar minha alma deste tipo de necessidade absurda...
Aprender a me amar, a me sentir completa sem precisar/necessitar de um outro alguém/alguma coisa...
CRESCER, EVOLUIR...
Fácil falar, difícil FAZER. Mais direto que isso, só dando com gato morto na cabeça (pra ver se ele volta à vida).
Agora mesmo, enquanto estou escrevendo, ouço Fito Paéz. Uma das músicas mais belas dele, inclusive... "Un vestido y un amor". Aprendi a curtir Fito em meados de 94. Enquanto ouvia o primeiro cd que me apresentaram (sim, foi o Piero um amigo uruguaio que me deu esta oportunidade), sempre pensava que um dia esta música serviria pra mim, assim como Black do Pearl jam. No disco tb estavam "El amor después del amor" e "A Rodar mi vida".Todas, sem sombra de dúvidas, teriam uma importância significativa na minha vida. As fases que passei, momentos e até mesmo o que aqueles versos me fariam pensar e sentir. Na seqüência rola The Cure... não ouvia a banda porque sempre achei as letras muito tristes, mas foi VC que me ensinou a gostar (e talvez não saiba disso). Existem trilhas para toas as situações, e delas podemos extrair algo de bom ou de ruim... Gostaria que fossem sempre pensamentos positivos e finais felizes. Nem sempre o são, mas nos ajudam a enxergar que não existe mundo cor-de-rosa, pois isso não passa de fruto de nossa imaginação. Então, sigamos firme no mundo real; ora doce como mel, ora doloroso como uma picada de abelha.
Listening now: Lovesong...
However far away,
I will always love you,
However long I stay,
I will always love you,
Whatever words I say,
I will always love you,
I will always love you