Não entendo certas escolhas, mas a realidade é uma só...
Pois eh... Mas um ano, mais um 5 de março.Ouvindo Elis e Tom lembro do verso: "São as águas de março fechando o verão é a promessa de vida no teu coração"...
Ce's la vie... :)
Questão de serenidade e utilização do raciocínio
Talvez não seja a hora de falar tudo que está preso na minha garganta. Estou admirada por minha serenidade, civilidade e coragem. Sim, eu sou um ser inteligente embora por vezes duvide disso. Dependente de carinho e atenção, e quase sempre guiada pelo emocional. Mais uma vez não foi diferente, embora tenha utilizado o racional pra tentar entender o que se passa, ou no porquê das situações.
Estou numa fase só minha, eu comigo mesma. Curtindo novamente minhas músicas, tocando minha viola, fazendo algo pelo meu intelecto - estou lendo sim!!! e vivendo um dia de cada vez. Ora assustada, ora triste e angustiada (aquela sensação no estômago que insiste em permanecer, e eu sei o que ela significa - nunca se engana). Reflexos de 2 anos de inércia, de insanidade e comodismo.
Acredito que também não seja momento pra falar em "arrependimento", porque embora o ditado diga que arrependimento mata, eu não sinto e não penso desta forma. Errei, e muito. Estou, com certeza, pagando com meu couro pelo conglomerado de erros acumulados nestes meus 24 anos de vida. Mas, definitivamente estou em um processo de canalização de energias e encontro com o meu interior. Sabe quando tu tens 18-20 anos e tu lê previsões astrais? Bem, se eu tivesse lido, interpretado e tivesse de fato feito algo a respeito poderia economizar alguns disabores eminentes. Mas, conversando com o César chegamos a uma conclusão: Temos que fazer e passar por certas situações porque senão nunca saberemos de fato o outro lado. Se der certo, ótimo. Se não der, bom, podemos verbalizar enfáticamente: Putz, se eu soubesse disso, o quanto me traria de conflitos e tristezas, não teria feito. Eu me sinto assim, uma novata por todos os lados (tanto sentimental quanto racionalmente).
Lembro de estes tempos ter ficado por horas pensando no tempo que passei em Capão. Em conclusão, visto que cheguei lá com 18 e voltei com 22, foi como se estes 4 anos não tivessem existido, apenas eu parei no tempo (mentalmente). Não estou dizendo com isso que deixei de viver, nada disso. Apenas não estava interagindo com a minha natureza, nem mesmo estava no lugar onde eu queria estar (estar aqui em POA, óbviamente). Logo, se voltei com 22 e este ano já completo 3 anos de volta, é como se na verdade eu estivesse com 20-21 e não prestes a completar 25 anos. Deixei de crescer quando fui pra lá, apenas me comportei como uma comodista do caralho, aceitando tudo e pensando apenas no bem de outras pessoas, sem fazer nada por mim. E continuava fazendo isso estando aqui!!! Puxa... Antes tarde do que nunca!! Com uma ajuda muito especial, eu diria...
Tchê, precisei de um legítmo "Pé na Bunda" pra entender que o mundo continua girando, o tempo correndo e ninguém vai ficar me esperando. Eu sei que vai ter gente que quando ler vai pensar: "Ela merecia umas palmadas agora!! Porquê não me ouviu antes??? Nada disso precisaria realmente acontecer se ela tivesse feito algo a respeito..."
Fácil falar, né? Difícil é realmente enxergar e colocar em prática o que te dizem; só estando de fora, infelizmente. Poderia apenas ver pelo lado de ter identidade e não tê-la perdido há algum tempo (eu não era 1/3 do que eu sempre fui), por minha escolha. Mas seria simples demais e não teria nenhum efeito positivo, pois eu continuaria na mesma (eu escolhi a dor, inconscientemente)...
Sim, eu assumo meus erros e acertos, escolhas. Eu sou responsável pelos dois, mas não pelas escolhas de outras pessoas, só pelas minhas. Não culpo nada nem ninguém por meus fracassos e vitórias... O que ainda não está completo é o entendimento total desta responsabilidade, mas estou me esforçando pra me fixar no real, sem fugir pro meu mundo cor-de-rosa... Ele não existe, e embora seja difícil resistir as minhas fantasias, eu sigo firme.
Início das filosofias em construção
Agora entra uma questão filosófica e duas perguntas : Será que não precisava acontecer? Será que somos feitos apenas pra viver o lado irrealista sem ter chance de mudar e de reverter os problemas em nossas vidas?
Digo filosófica porquê engloba pensamentos diversos e além de pontos de vista, uma bela dose de fantasia. Sempre vivi com a idéia de que só existia o bem, e embora o mal estivesse presente o tempo todo, eu estava cega. Achava que fazendo o bem, eu colheria somente o bem e o mal não teria chance de se manifestar. Um único detalhe que se perdeu neste meu achismo, que faz toda a diferença, é que outras pessoas fazem/são o mal. Eu continuava olhando só pro meu umbigo, esquecendo do resto que fazia tudo ter sentido. Aquele lance de "digas com quem andas e te direi se vou" (é, agora eu tô percebendo o significado dela). É, VC sempre teve razão (odeio admitir, mas não sinto vergonha por fazê-lo).
Pra minha tristeza sou um ser que ainda precisa "perder pra ganhar", mas acredito que estou no caminho pra reverter esta linha. Explicando: Nunca tinha passado por algo parecido e realmente não me importava com questões como esta por pura imbecilidade de minha parte. Não havia interagido com um grupo que me fizesse ver as várias faces do mundo, específicamente a boa e a ruim. Tenho que agradecer à todos aqueles que fazem/fizeram parte dele e em breve também sei que vou passar reto e com tranqüilidade por todas as pessoas, sem olhar pra trás. Ontem foi uma grande prova. Entendi que não preciso me submeter a ser "uma pessoa legal" sempre. Pela primeira vez, efetivamente, eu estava pouco me lixando pro que os outros iam pensar. Eu fiz aquilo que eu devia fazer. Não queria afrontar nada/ninguém, apenas deixar bem claro que não me fazem falta alguma e que não me atingem e que estou seguindo, assumindo os riscos da minha jornada. O que eu ganhei com isso??? Já será explicado, calma...
Enquanto eu vinha no trem, de papo com o César, ele me disse: Tu tens um pouco de uma bicha dentro de ti. Somente as bichas apresentam esta coragem e força de encarar um bando de pessoas e ainda estar realizada e feliz por estar no meio destes. Mesmo rindo, eu entendi uma pequena coisa... Fugir é uma atitude covarde e limitada. Não é preciso dar a cara a tapa, basta você estar com a consciência leve e certa do que deve ser feito. E eu estou assim, leve e feliz, sabendo que fiz certo. Não estou carregando nenhuma mágoa, nem mesmo arrependimento de ter ido à Canoas. Senti medo, um medo enorme; resolvi cristalizá-lo e ele se foi. O que ficou foi o racional, a satisfação e a sensação de que não fiz algo errado, e pela primeira vez não segui meu coração.
Não rolou carona? Tudo bem! Existe trem pra quê? Bora lá filha, vai a luta sem deixar a peteca cair. Sabia o que iria encontrar, mas não o que aconteceria de fato. Fui muito bem recebida pela dona da casa (minha mãezinha linda, amo vc, viu?) e pelos demais. Quanto ao anfitrião da festa... o que tenho a dizer? Bem, talvez o que tenha ficado na primeira impressão tenha sido a surpresa de me ver ali... Linda, tranqüila e sendo corajosa. Sim, eu tenho noção de quanto eu irradei luz (sim, eu sou bonita e me "senti" assim. Com razão e plena certeza que eu sou mais eu por enfrentar tudo com a cabeça arejada). Esta é uma parte da Thiene que sempre esteve aqui, mas que tinha sido deixada de lado, pois a dona não via utilidade e não entendia que era importante mantê-la.
Se eu pudesse congelar alguns segundos desta noite teria escolhido "aquele abraço" e as palavras que ouvi. Porém, a vida continua, ela não pára; não poderia me responsabilizar por aquela situação um tanto constrangedora para algumas pessoas, simplesmente porque eu fui convidada. Eu não invadi o espaço de ninguém, estava onde queria e deveria estar e ponto. Acabou de bater o lado emocional, uma vontade dos infernos de chorar, mas eu não quero e não preciso fazer isso. Não estou me tornando um ser frio, longe disso. Estou virando adulta e enfrentando de verdade o que continuava empurrando com a barriga, de uma vez por todas! Este foi um passo importante, entre os tantos outros que virão e estão logo adiante.
Vou manter o silêncio em relação a algumas coisas que eu vi ontem. Disse apenas "te cuida", e espero que tenha sido compreendido. Eu estou me cuidando, e ter decidido eliminar a convivência com alguns seres está me fazendo ver de fato o que está acontecendo (eliminar convivência não quer dizer excluir, é apenas não fazer parte do grupo - mantenho a educação). Não sinto remorço por desejar que estas pessoas se fodam, pois o certo é que "cada um tem o que merece". Então, partindo deste princípio não preciso dizer mais nada.
Como falei, no geral tô ótima. Algumas coisas ainda me entristecem, mas não mais me deixam parada. Alguns pontos já foram bem definidos para este ano. Então este 2006 será destinado a reciclagem e também a compreensão do meu eu. Sem mais paradas, sem relacionamentos (fora os de possíveis amizades novas). O único relacionamento afetivo pra agora, certo, é o amor por mim mesma. O meu crescimento depende disso, pois é o ponto inicial. Aquele momento só teu, que tu olha no espelho e aprende agostar do que tu vê. É... eu sei que ainda estou na ponta do iceberg...
Falando específicamente de coração, bem... Nada se alterou, nem vai se alterar. Talvez seja cedo pra falar sobre este assunto, mas minhas mudanças serão visíveis e podem colaborar pra sustentar a ponta de esperança que eu mantenho comigo. Primeiramente eu, depois o restante. O que me deixa pensativa e com medo foi o que eu ouvi... "Depois deste processo todo, vc não vai querer"... Mas, vivendo pra saber.
Parando de filosofar e encerrando o post:
Provo dos disabores agora, deixando livre os caminhos (o meu principalmente e de quem eu gosto) e tendo consciência de que algo está sendo feito pro meu bem, pra minha evolução (não só da minha mente, mas da minha alma e espírito).
O primeiro passo foi dado, e sei que libertando, se for pra ser meu, vai voltar. Uma grande prova de sabedoria e aceitação da realidade, que é uma só. Sem mais fantasias, sem mais pagar de Alice no país das maravilhas... Esta é a nova Thiene, aproveitando coisas da velha e colocando prioridades e objetivos a serem alcançados.
Chega de aspirações, bora fazer! Já! =)
Enquanto estava escrevendo, o playlist tocou uma música muito certa...
Deixo como registro... Fui!
Linger
(The Cranberries)
If you, if you could return
Don't let it burn,don't let it fade
I'm sure I'm not being rude
But it's just your attitude
It's tearing me apart
It's ruining everything
I swore, I swore I would be true
And honey so did you
So why were you holding her hand
Is that the way we stand
Were you lying all the time
Was it just a game to you
But I'm in so deep
You know I'm such a fool for you
You've got me wrapped around your finger
Do you have to let it linger
Do you have to, do you have to, do you have to let it linger
Oh, I thought the world of you
I thought nothing could go wrong
But I was wrong, I was wrong
If you, if you could get by
Trying not to lie
Things wouldn't be so confused
And I wouldn't feel so used
But you always really knew
I just wanna be with you
But I'm in so deep
You know I'm such a fool for you
You've got me wrapped around your finger
Do you have to let it linger
Do you have to, do you have to, do you have to let it linger
But I'm in so deep
You know I'm such a fool for you
You've got me wrapped around your finger
Do you have to let it linger
Do you have to, do you have to, do you have to let it linger
You know I'm such a fool for you
You've got me wrapped around your finger
Do you have to let it linger
Do you have to, do you have to, do you have to let it linger